Não pare de sorrir, nunca mais.

[Em  21/07/09]

Na vida não é sobre o quanto a gente  acerta ou erra e sim sobre como se lida com isso, como lidar com o poder, o sucesso, o fracasso e a rendenção. E acima disso como se render e dar os braços a torcer?
Nós podemos seguir vários caminhos, tantos caminhos estão aqui para escolhermos que as vezes fugimos, ou pegamos esse caminho cheio de pedras e cacos de vidros para descobrirmos que  o destino era o nada, e fugir disso não nos deixa mais forte, só nos enfraquece, e a tentativa do caminho de volta frustra por ser cheia de labirintos complexos que nem lembrávamos de ter trilhado.
Então a gente aprende a lidar, a entender o que aconteceu e seguir em frente, no próximo caminho, talvez escolhamos o mais difícil e doloroso com a esperança desse ser o certo, mesmo com a constante mutação e as maiores dificuldades, a ventania pode levar as pedras pra longe através da corrosão causada pelo tempo que disponibilizamos para vencer as inconstâncias e contradições, e assim aprendemos que fugir não é o caminho.Nunca foi.

(Re) Construção.

Ao longo da minha evolução me tornei uma daquelas pessoas que não demonstram sentimentos que nos tornam vulneráveis aos outros, atualmente existem duas pessoas que tem acesso a esse meu lado mais verdadeiro, humano e frágil.No entanto as duas pessoas atualmente precisam de tempo, me deixando lidar sozinha com esses castelos de sonhos que vejo desabar em minha frente.

De tudo o que aconteceu nesses últimos meses, tenho sempre tentado ver o lado bom acima do ruim, tendo em mente que a solidão me fortalece tanto quanto a companhia nessas horas difíceis, mas como a solidão me amargura, não a procuro.E de que vale companhias superficiais quando a sua dor não pode ser traduzida além de um olhar? Aonde essas respostas que obtive podem me levar se eu mesma não sei ainda qual caminho trilhar?

É a história de todos os castelos que construí em minha mente desabando em meio a ventanias, e por serem tão concretos quanto aqueles que eu construía quando criança à beira mar, a destruição desses castelos torna-se inevitável, e a consequência cruel.

Vem aquele sentimento de não saber o que quer por estar envolto a milhões de contradições  e batalhas internas, é o ‘não querer amar de novo, porque dói’ contra o ‘me apaixonei mais uma vez’, o ‘não querer tomar tal decisão agora’ versus o ‘preciso tomar essa decisão logo’, é tanta coisa que entra em conflito que de repente você se vê paralisado esperando que o mundo comece a te jogar caminhos definitivos e inquestionáveis, no qual você tenha que seguir para construir novos castelos, mais concretos e vivos.

Meu maior questionamento quanto a essa situação é se vale a pena ir em busca de novos tijolos para novos castelos sozinha, afinal apesar do medo de compartilhar amor com alguém que veio com relacionamentos passados, eu acho linda a ideia de no futuro, olhar para o passado e ver que o belo castelo que construí tem tanto marcas de minhas mãos quanto de mãos da pessoa amada.

Vale a pena, soltar definitivamente uma mão, para pegar em tijolos?